Cosmic Tones
Cosmic Tones
Cosmic Tones
SALA 4
SALA 4
SALA 4
SALA 4
A música e os cantos africanos
inspiram corpos ancestrais e
futuristas. Realizados durante
o confinamento, os desenhos
viajam indisciplinados.
Quando a pandemia nos obrigou à primeira e inesperada reclusão, Francisca
Carvalho (Coimbra, 1981) muniu-se de um livro sobre iluminuras medievais
e de papel “Jaipur”, comprado na Índia, e mergulhou em paisagens singulares. Trazendo para a superfície do papel a economia visual dos pergaminhos
medievais, a artista riscou, traçou e desenhou com pastéis de óleo que, literalmente, se liquefaziam.
Depois, adicionou materiais que sugerem profundidade, tactilidade e ritmo aos
desenhos. Profundidade, porque vemos desenhos dentro de desenhos, contornos a sair de contornos. Tactilidade porque apelam ao toque. E ritmos por
não terem um centro, dispersando-se numa coreografia circular e hipnótica.
Nesta sala, a que o CIAJG se habituou a chamar de “sala de desenho”, o papel
de parede ativa o ritmo alucinante e caleidoscópico dos trabalhos, como
numa caixa de luz.
A música também inspirou este Cosmic Tones. Enquanto desenhava, Francisca Carvalho foi ouvindo “Awesome Tapes from Africa”, plataforma digital e editora
fundada por Brian Shimkovitz, que guarda e divulga a música popular do
continente africano